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FREGUESIA DE SUBPORTELA

 
INFORMAÇÃO SUMÁRIA
 
Padroeiro: S. Pedro.

Habitantes: 1.182 (I.N.E.2011) e 1.200 eleitores em 05-06-2011.

Sectores laborais: Transformação de madeiras, restauração, construção civil, agricultura e pequeno comércio.

Tradições festivas: S. João Novo (24 de Junho), Santo Amaro e S. Brás.

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Ruínas da citânia do Monte Roques, Capela de S. João, Fonte de S. João e igreja paroquial, Montes de S. João e Roques, belezas ribeirinhas do rio Lima com a praia fluvial das Mós.

Gastronomia: Sarrabulho, lampreia e bacalhau.

Artesanato: Cestaria, bordados, serralharia civil e mecânica e tornearia de madeira.

Colectividades: Associação Desportiva Cultural e Social de Subportela.
 
 
ASPECTOS GEOGRÁFICOS
 

Subportela tem com uma área que ocupa cerca de 525 ha  tem seus limites estabelecidos pelas freguesias de  Deocriste a nascente, Vila franca a poente, Vila de Punhe, Mujães e Portela Suzã a sul  e a norte está o rio Lima tendo na outra margem as freguesias de Cardielos  e Torre todas do concelho de Viana do Castelo. Cerca de 9 km  separam Subportela da cidade de Viana do Castelo.  Distãncia que nestes tempos que correm é feito pela  estrada nacional que, paralelamente ao rio Lima, liga, pela sua margem esquerda, a vila de Ponte de Lima à referida capital do concelho e distrito vianense. No passado, também o transporte fluvial  tinha nesta freguesia uma importância estratégica e económica, na medida em que,  ligações fluviais se estabeleciam  de Subportela com outras terras, mas principalmente com Viana do Castelo. Eram os barcos a remos e velas que no rio Lima transportavam mercadorias e pessoas dando  um determinado desenvolvimento a esta freguesia. 

Possuidora de lindas vistas panorâmicas tanto desde o monte de São João Novo até ao Monte de Roques, Subportela apresenta condições óptimas de vida quer sejam nas zonas mais elevadas, onde a vista se deleita, ou nas zonas ribeirinhas onde a praia fluvial das Mós se destaca, compondo no geral um cenário bastante aprazível.

 

 

RESENHA HISTÓRICA

 

Subportela  tem a sua história, como iremos verificar noutro parágrafo, muito para além daquela que se encontra em documentos. Documentos esses que dão conta  de já  em 1162 aparecer como doação à Sé de Braga com o nome de “Sancti Petri de Cortegaza”  ( L. Fidei, docs. 485 e 804), com que é designada também nas Inquirições de afonsinas de 1220.

Cortegaza, um dos actuais lugares de Subportela terá sido o topónimo primitivo.
Nas Inquirições de Afonso III, em 1258, vem com o acrescento de “paróquia”.
Em 1290 nas inquirições de D. Dinis  passa a ter o nome de “Sam Petro de Subportela”.
Antes de regressar a Subportela teve os nomes de “egreja de Sam Pedro de Portella de Doucriste” (1369-1380) e “Sam Pedro de Portela de S. Jusão”.
Como referimos anteriormente a história de Subportela passa por tempos não documentados. Facto é que  as ruínas castrejas do Monte de Roques, atestam essa componente do passado longínquo de Subportela, dando a saber que o homem estabeleceu nesse tempo, e quem sabe até em tempos mais idos, vida nesta aterra que possui desde sempre condições de vida sedutoras para todas as gerações.

 



 

FREGUESIA DE DEOCRISTE

 INFORMAÇÃO SUMÁRIA

 

Padroeiro: S. Mamede. 

Habitantes: 781 habitantes (I.N.E. 2011) e 671 eleitores em 05-06-2011.

Sectores laborais: Indústria de papel e agricultura. 

Tradições festivas: Nossa Senhora do Castro e Senhor dos Milagres (domingo seguinte à Páscoa), Senhora do Rosário e S. Sebastião (1º domingo de Outubro). 

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, Capela e Monte da Senhora do Crasto.

Valores gastronómicos: Bacalhau e sarrabulho.

Associativismo: Deocriste Sport Clube,  Associação Cultural e Recreativa de Deocriste.

 

 

 

 ASPECTOS GEOGRÁFICOS

 

Situada na margem esquerda do Rio Lima, e a cerca de 13 Km da sede do concelho,  Deocriste é uma freguesia extensa, cujo território se estende para sul, tendo como vizinha, a freguesia de Portela Susã;  a poente a freguesia de Subportela; a norte da outra margem do Rio Lima  as freguesias de  Torre e Cardielos;  e a nascente as freguesias de Deão, Geraz do Lima ( Sta. Leocádia) e  de Geraz do Lima (Sta. Maria) e Carvoeiro.

A freguesia de Deocriste, que ocupa um belo trecho da bacia do Rio Lima, é banhada pela ribeira de Subportela, que tem origens na encosta Poente da Serra da Padela.

Compõem a freguesia os  lugares de Aldeia, Costa, Gandra, Outeiro, Terças e Xisto.

Apresentando um índice de cerca de 750 habitantes, Deocriste mantém o sector primário como actividade económica predominante . As actividades agrícolas diminuíram bastante e caracterizam-se por uma economia de subsistência.

 

 RESENHA HISTÓRICA

 

A respeito da história desta  freguesia, no livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo" diz textualmente:

« A paróquia de Deocriste, é citada nas Inquirições de D. Afonso II, de 1220, sob a designação de "Sancto Mamete" no termo de Deocriste. Pertencia, na época, à Terra de Aguiar de Riba Lima. Aparece com categoria de paróquia nas Inquirições de D. Afonso III, feitas em 1258. Figurava então no julgado de Aguiar. Nas Inquirições de D. Dinis, de 1290, a freguesia de São Mamede de Deocriste é do julgado de Barcelos.

Na taxação das igrejas, a que se procedeu em 1320, Deocriste, incluída na Terra de Aguiar de Neiva, foi taxada em 80 libras.

No registo da cobrança das "colheitas" dos benefícios eclesiásticos do arcebispo de Braga, efectuado por D. Jorge da Costa, entre 1489 e 1493, rendia 15 libras, o correspondente a 1140 réis, em dinheiro com "morturas", e 19 réis de dízimas de searas.

Em 1528, o livro dos Benefícios e Comendas atribui-lhe um rendimento de 30 mil réis.

Américo Costa descreve São Mamede de Deocriste como vigairaria da apresentação da Colegiada de Barcelos, no termo da mesma vila.

Em termos administrativos, pertencia em 1839, à comarca e concelho de Barcelos e, em 1852, à comarca e concelho de Viana do Castelo".»



 

FREGUESIA DE PORTELA SUSÃ

 

INFORMAÇÃO SUMÁRIA

 

Padroeiro: Divino Salvador.

Habitantes: 596 habitantes (I.N.E. 2011)  e 684 eleitores em 05-06-2011.

Actividades económicas: Agricultura,  pecuária de subsistência, pequeno comércio e construção civil.

Festas e romarias:  Santo António (13 de Agosto).

Património cultural e edificado: Igreja paroquial, cruzeiro e alminhas.

Gastronomia: Enchidos de porco, sarrabulho e rojões.

Colectividades: Associação Desportiva e Cultural de Portela Susã.

 

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

 
Dista cerca de 10 Km da sede do concelho. Confronta a norte com Deocriste, Subportela e Geraz do Lima (Sta. Leocádia), a nascente com a freguesia de Carvoeiro, e a sul com Mujães e Barroselas e a poente novamente com Mujães.
Portela Susã compreende os lugares de Condado, Franqueira, Lubegada, Mineira, Outeiro, Padela, Pegas, Rego, Ribeiro, Soutelo e Torrente.
 
 
RESENHA HISTÓRICA
 
A antiga freguesia da São Salvador de Portela Susã era vigairaria da apresentação do mosteiro beneditino de Carvoiero, a cujo couto, outrora, pertenceu.
Em termos administrativos, pertenceu, em 1839, ao concelho e comarca de Barcelos, aparecendo em 1852, na comarca de Barcelos, aparecendo em 1852, na comarca e concelho de Viana do Castelo.
Em 1839, a freguesia de Portela Susã estava integrada no concelho de Barcelos, tendo passado  em 1852 para a comarca e concelho de Viana do Castelo. Existe documentação abundante dos séculos XII e XIII que refere o couto e mosteiro beneditino de Santa Maria de Carvoeiro, fundado nessa freguesia cerca de 885. Segundo o Padre António Carvalho da Costa, este antigo convento terá tomado o nome de uma grande cidade que existiu no alto de um monte próximo de Carvoeiro, de que ficaram vestígios.
Os seus locais conservam ainda a tradição ligada à gastronomia dos famosos enchidos de porco.
Localiza-se num planalto rodeado de uma paisagem serrana onde o povo trabalhador extrai das suas terras produtivas trabalhadas com muito gosto seus produtos de subsistência.
Portela Susã, desde sempre, pautou a sua economia na agricultura, e dentro dessa economia  a produção de Azeite teve destacada importância, sendo comum encontrar-se ainda na freguesia os engenhos próprios para o efeito. Assim os lagares, foram no passado muito importantes para estas terras, e no presente a memória está activa com alguns exemplares antigos a marcarem ainda presença . Destaque para um desses exemplares que é um autentico monumento centenário ao lado do edifício da Sede da Junta de Freguesia. Elaborado em granito  foi “resgatado” de uma das casas da freguesia e demonstra a todos  sua importância no passado de Portela Susã.
  
 
(Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas do Século XXI.)
 
Tempo Viana do Castelo